O que me motiva?
Senão a busca implacável?
Aquela vontade odiosa
de tirar de onde não se tem?
Não sei o que estou fazendo.
Não sei com quem estou buscando.
Sinto que estou apenas sendo.
Ou me livrando.
Que indizível loucura é tentar controlar...
o que nunca foi controlável.
Simplesmente assim.
"Como terei garantia?"
"Tenho medo!"
"E se?"
Frases pateticamente intrínsecas.
Sofrimento seco e solitário.
Não jogue mais poeira no armário.
Indiferença soa como crença abandonada,
esquecida, sofrida, e abusada.
Então o que há de se fazer sem garantias?
Há de se viver ora!
Que estamos a esperar?
A reclamar?
A chorar?
A espernear?
Nada.
Porque a espera, o tempo
a experiência, a sabedoria,
a inteligência, a crença, a revista
o jornal, o professor, a profissão,
a classe, a economia, e nem a ciência coitada.
Nada garante nada.
Como dizia sábio Cazuza:
"A vida é bela e cruel despida. Tão desprevenida e exata que um dia acaba."

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