é puro sofrimento,
Seja porque eu toco mal,
seja pelo meu desespero a dentro.
A insanidade da existência martela meu ser
Não me deixa vencer
desconcerta minhas fibras,
minha razão.
Por que tanta emoção?
E o prazer sórdido de ouvir
notas trastejando
de querer tirar o som mais mórbido e sujo
indizível, inútil, incompreensível.
A incapacidade de transcrever tanto horror
Nervosismo, pavor, força, temor.
O que fazer?
Força bruta, injusta.
Não quero te ter por perto.
A culpa é toda sua.
Minha cabeça dói.
Meu sangue escorre.
Meu rosto está petrificado pela solidão.
Os músculos da minha face são agora uma escultura
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