segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tatuagem ♫


"(...)Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva


Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes"


Chico Buarque

sábado, 24 de julho de 2010

Textos Anarquistas - Bakunin [trechos]

"O homem só realiza sua liberdade individual ou sua personalidade
completando-se com todos os indivíduos que o cercam (...)"

"A escravidão dos homens põe uma barreira na minha liberdade (...) uma vez que só posso considerar-me verdadeiramente livre (...) quando meus atos de acordo com minhas próprias convicções refletidos pela consciência igualmente livre de todos, me são confirmados pela aprovação de todos. Minha liberdade pessoal assim confirmada pela liberdade de todos se estende ao infinito."

Bakunin vive !

A reflexão deste texto tem um valor sem fim para mim, pois encarando-o do ponto de vista intelectual, a 'escravidão' supracitada pode ser considerada a ignorância do homem, que em sociedade não percebe suas reais necessidades, nem compreende um pensamento mais elaborado, tendo assim muita dificuldade em confirmar a liberdade alheia , isto é, concretizar ideais práticos relativos ao próprio desenvolvimento da sociedade.

Um exemplo disso, é a política no Brasil. Aproveitando-se da dificuldade financeira e intelectual do povo, os políticos garantem seus votos através da satisfação das necessidades mais básicas ['pão e leite'] da população.
O povo, por sua vez, carente de alimento e de liberdade intelectual, crê cegamente nas promessas miseráveis dos políticos inescrupulosos, que só visam o lucro material para suas vazias realidades.
E é aí que se situa a 'escravidão', tanto na mente pequena e imediatista do povo, quanto nos políticos gananciosos. A nossa liberdade se efetivará com a ampliação dessa visão unilateralista da realidade, que pode ser traduzida em amadurecimento filosófico e social.



O céu, o sol, a seca
Chora menina preta
ao contemplar essa sarjeta.

domingo, 18 de julho de 2010

Vestibular 2° de 2010 1°dia



Bem, para todos vocês que se submetem a tortura semestral do vestibular da unb, aqui é o espaço para criticar!
Não fiz este último vestibular da unb,mas lendo algumas questões absurdas, tive que perder o meu tempo e postar.

Afinal o que Eles querem? E quem são eles?

E aqui estou eu, na tentativa frustrada de entender, porque primeiramente a existência do próprio vestibular é absurda. O quê? eles querem uma compilação de todo seu conhecimento numa prova? e afinal, exigem uma pseudo-maturidade-filosófica para meros formandos fracos e imaturos recém-saídos do ensino médio? Ou ainda cobram assuntos que não dizem respeito ao seu respectivo curso na faculdade? A culpa é do sistema!
E quando digo isso é porque é a mais pura verdade. A começar pela segregação sistemática de pobres e ricos nas próprias escolas! O conhecimento não deveria ter preço, o espaço não deveria ter preço! Mas nesse mundo tudo vira comércio, inclusive os nossos 'valores temporários' que são uma fonte inesgotável de renda. Na escola nós deveríamos ter experiências práticas, empíricas, e aplicáveis se fundamentando naquilo que nós lemos, escrevemos e debatemos, de forma que nós aprendêssemos como as coisas funcionam e o porquê de estudá-las. Assim a filosofia seria intrínseca a nossa faculdade racional e a medida que fôssemos crescendo, aprenderíamos os aspectos mais abstratos, correlacionado-os com a história da filosofia e conectando o nosso pensamento ao pensamento dos grandes filósofos, sem grandes esforços. Porque o conhecimento já seria parte de nós, desde aquele momento em que aprendemos o por quê de algumas coisas, e vimos as suas causas e seus efeitos na prática. E não teríamos tanta dificuldade no vestibular da unb, pois ela não parece querer saber se sabemos efetivamente seus conteúdos, ela quer saber se você sabe especular a respeito de algo que ela julga importante, mas que na verdade é só especulação, e com um sistema de ensino decente pautado na filosofia "aplicada"
entederíamos onde Eles querem chegar.

sábado, 10 de julho de 2010

Perspectivas sócio-comportamentais




As pessoas dizem que existem mulheres más que estragam homens bons e vice-versa.
A pergunta é: se uma pessoa é verdadeiramente boa, por que ela deixaria de o ser, por um relacionamento desfeito ou por uma decepção amorosa? Ninguém estraga ninguém! As pessoas se tornam 'más' ou 'estragadas' pois assim querem ser! se um homem tem a capacidade de lesar uma mulher,emocionalmente falando, de forma que ela se torne má, é porque toda essa maldade jazia latente na personalidade dela. Ela, por sua vez, tem a mesma capacidade de ser cruel como ele! Cabe a ela [e a nós], fazermos uma escolha: queremos que outras pessoas sintam a dor que nós sentimos só por um mero capricho social e uma teórica superioridade ao relacionamento passado? Isso é estupidez e hipocrisia.

Imaginação


Um dia me pediram para
conceituar 'imaginação'
Mas conceitos são conceitos
Criação é criação:

imagem + ação
imaginando uma ação...
imagi-nação!

Processos cognitivos?

Faltou inspiração!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Conversação/Identificação


A conversação é uma das formas mais interessantes de adquirir informações, sejam elas úteis ou inúteis. Com nossos amigos nos identificamos, com nossos pais nós crescemos, com os mais velhos aprendemos, com os mais novos ensinamos, com os tristes consolamos, com os alegres compartilhamos, com os indiferentes refletimos e com os empolgados nos calamos. Mas a emoção da identificação ainda é, para mim, a mais curiosa maneira de sentir e pensar: é fantástico ouvir de alguém a mesma que coisa que se passa em sua mente... não porque vem de você, e sim porque é referente a 'nós'. Perceber o mundo,ter opiniões, achar graça em certas coisas, apreciar aquele trecho da música, ressaltar aquele aspecto do livro,admirar aquela cor na pintura. Isso é incrível, mostra que a sua idéia não é insignificante, que não há abstração que você faça, que ninguém compreenda, que não há palavras soltas no seu texto, e nem sentimentos perdidos no mundo, e no momento em que esses ideais/sentimentos se encontram, percebemos a coerência das relações sociais e seus lógicos desdobramentos... nos ensinando a nos calar, ou nos expressar nos momentos oportunos. E essa empatia/identificação ocorre indiscriminadamente,do bêbado caído na rua ao presidente da república, e essa é a minha história e também a sua. [rima: yô!]