domingo, 18 de setembro de 2011

é demais :

é tanta folha amassada, espalhada, ilegível, solta.

Uma idéia, um papel de bala, uma poça d'água,
um conto incompleto, uma crônica de 5 linhas,
um amor falso, um amigo relapso, uma parede rabiscada,
uma bagunça, um lixo,uma tourada, um cobertor e um computador.

Uma guitarra, um violão, um chão de abismo,
e uma montanha de buracos,
enfim é tanta coisa que nem escrevo.

é tanta coisa nova que, a cada vez que olho pro blog,
as coisas velhas e oficiais, escritas a tinta e a lápis,
com a cor e o gosto da experiência,
se perdem na bagunça do meu quarto e da minha mente.

O blog é quase todo, obra da inspiração que me atormenta a cada segundo.


)ninguém lê posts sem figuras, mas é porque ninguém lê posts; e nem figuras(


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dor de existir?



Dor de existir : é o que sinto, com lapsos de alívio.

Já se sentiu fragmentado?
Estúpido, alquebrado, espasmódico
e desesperado?

Incompleto...

Ouviu o choro da criança inconsciente que te olha do outro lado do espelho? Viu a escolha inconsequente do adolescente estúpido e bêbado? Sentiu o descaso humano consigo mesmo?
Desprezou a ignorância daquele que te ofende o medo?

Um fragmento de ser, de personalidade, de sonhos e de maldades.
Uma zona mental e moral, lutando pelo espaço real do mundo sobrenatural.

Onde está a bendita comunhão espiritual no diálogo do dia banal?
Sinto o ar se esvair, a vida sumir, a poesia descobrir...