"O homem só realiza sua liberdade individual ou sua personalidade
completando-se com todos os indivíduos que o cercam (...)"
"A escravidão dos homens põe uma barreira na minha liberdade (...) uma vez que só posso considerar-me verdadeiramente livre (...) quando meus atos de acordo com minhas próprias convicções refletidos pela consciência igualmente livre de todos, me são confirmados pela aprovação de todos. Minha liberdade pessoal assim confirmada pela liberdade de todos se estende ao infinito."
Bakunin vive !
A reflexão deste texto tem um valor sem fim para mim, pois encarando-o do ponto de vista intelectual, a 'escravidão' supracitada pode ser considerada a ignorância do homem, que em sociedade não percebe suas reais necessidades, nem compreende um pensamento mais elaborado, tendo assim muita dificuldade em confirmar a liberdade alheia , isto é, concretizar ideais práticos relativos ao próprio desenvolvimento da sociedade.
Um exemplo disso, é a política no Brasil. Aproveitando-se da dificuldade financeira e intelectual do povo, os políticos garantem seus votos através da satisfação das necessidades mais básicas ['pão e leite'] da população.
O povo, por sua vez, carente de alimento e de liberdade intelectual, crê cegamente nas promessas miseráveis dos políticos inescrupulosos, que só visam o lucro material para suas vazias realidades.
E é aí que se situa a 'escravidão', tanto na mente pequena e imediatista do povo, quanto nos políticos gananciosos. A nossa liberdade só se efetivará com a ampliação dessa visão unilateralista da realidade, que pode ser traduzida em amadurecimento filosófico e social.
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