A minha linguagem corporal sempre fala muito, as vezes sou até mal interpretada, acho que é um aspecto hiperconsciencial, eu sempre quero ter a sensação de quem está comigo. Não sentindo o que ele sente, mas tocando o que ele é, ou o que ele diz ser.
E aonde está o que eu quero? E quem é o que eu sou? Como eu posso querer ser qualquer coisa se eu não sei o que é ser? Eu sou o que faço? Ou eu faço o que eu sou?
Poesia para o meu amor:
Seus olhos inocentes sempre refletem o amanhã sorridente
trazem uma paz indolente de quem nunca espera paciente
as vezes, olhos de contemplação ou de preocupação.
E ele quer o nexo causal da existência
a prova da verdade de deus, ou dos deuses.
A dureza de existir martelando o ser-aí.
O ser que tem consciência mas que ainda é só parte de uma fantasia.
Minha quimera louca de ser, minha tristeza doida de amar
e feliz por tudo sentir e por nada pensar?
E quando se pensa se destrói o sentimento?
Ou o pensar sobre o sentimento é fruto exclusivo do momento?
O momento que sente o pensar?
Mas desculpem-me, quero escrever poesias de amar.
E o que preciso para tal?
Ter um grande amor ou só conceber o irreal?
Sei lá, tudo é projeção do real.
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