terça-feira, 15 de março de 2011

Cidade em preto e branco
almas apagadas e vazias
faces eternamente marcadas
pela pressão do que teriam.
E o único espaço que se vê consolo
é a terra molhada
pela chuva que alegra o 'tolo',
colore a natureza e o que
era concreto se faz verde
e o que era preto-branco
agora é apenas franco.
Sem a ilusão do ter.
Nem o desespero do ser.
Apenas sendo-em-si.

3 comentários:

Paulo Nikson Teixeira de Paiva disse...

Ótima maneira de expressar em versos as tragédias de deslizamento de terra ,nos morros em especial. Parabéns Cla!

Clarissa disse...

hahaha voce limitou minha poesia com seu entendimento. Quando escrevi isso não pensei em deslizamento de terra nos morros Oo hsausahuasha
boa interpretação.
Na verdade nem lembro que pensei.

Paulo Nikson Teixeira de Paiva disse...

Hauhauahuahuah! Bem colocado.