Você sente essa eterna queda?
Esse espasmo no corpo..
De uma tristeza quase bela?
De uma sufocada alma poética...
Quero saber o instante do impalpável desencontro.
O desfecho incompreensível.
A realidade, agora, pesada e inexequível.
Quando deixamos de nos olhar?
Olhar.
Quase não sei o que é isso.
Olho para baixo. Quase fechando os olhos.
Porque tenho medo do inominável.
Porque agora sou apenas um retrato.
Estático.
Sem desejos, sem delírios.
Sem paixões, sem destino.
A minha mente gira em torno da ciência.
Do estudo, da competência.
da técnica?
Enfim, da não-vivencia.
E como é que seus olhos, são os únicos que continuam a brilhar?
Não é inocência.
É certeza.
Firmeza, coragem, inteligencia e presteza.
Fraqueza. Esse é meu apoio.
Essa base sem estrutura
esse medo sem ternura.
Como centro: a existência obscura.
Nenhum comentário:
Postar um comentário