segunda-feira, 23 de abril de 2012

Poeta Morta






Há aquela angústia perene em minh'alma de poeta.
E eis que vãs filosofias não preenchem a utopia.
E eis que versos não satisfazem almas sedentas de prosa 
e rezas não saciam sede de alcoólatras; 
o remédio não cura o enfermo auto-etiológico  
e a música da vida não abarca sua cor.


E a indignação interdisciplinar perde o colorido quando é abstrata!
Deixa de entreter para ser um fim em si mesma.
E eis que morre a poeta ! Egoísta e pseudo-ascética...
Que não alcança si mesma e nem a Terra.


Que me vale comentar a beleza das flores, 
se meus fracos versos não fazem jus à sua existência?
Farão as palavras jus a todo passado que nós "do presente" perdemos?
A existência fará jus algum dia a colorida e 
inflamada poesia que não é realidade nem mentira?

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