Capítulo 1
Amor, hoje começa a secreta caminhada ao enredo do infinito que se perde no abismo do meu ser desconhecido. Minha personagem é a persona do meu eu-inferior, completa em sua ardente paixão e em seu deprimente torpor.
Hoje, ela se acha enganada e iludida, destratada e desvalida, mas ela sabe que isso é apenas aquele engraçado sentimento do passado reconhecido no futuro. Ela quer e precisa entender essa necessidade de ser e não-ser, integrar e não - integrar.
O que a leva a questionar o conceito de ser já que ela considera que é, mesmo sem saber o quê? Mas a consciência de ser não é uma prova do que já se é? – Ser é estar ou existir? – Ser feita da matéria antiga de todo cosmos, ser-pensante-alucinante , apavorante .
Não-compreensão de si mesma.
E ela só, filosofa mesmo por saber que não terá certezas.
Ela descobriu que para entender o conceito de ser ela precisa fazer parte dê... – qualquer coisa que ela julgue diversa dela mesma, qualquer coisa na qual ela não se reconheça. Naquilo ou naquele. Algo que ela julga externo, e que para entender ela deve se ver no que ela não é, como na demonstração pela negação mas que acaba virando confirmação, já que é subjetiva, pois a clareza de ser tudo e todos não é demonstrável, é sensível.
(E hoje ela não quer facilitar a prosa) que ser prosa poético-insana-estética.
Capítulo 2.
Então, foi em busca da realidade:
Quis conhecer e pegar no que era tido como verdade.
E conheceu alguém,
no meio de mar de gente, de idéias, personas e personalidades navegou imprecisamente, procurando o preciso.
Mas ela nunca tinha certeza do que via, ela só deixava ser e depois analisava...
E um dia, deixou aquele Ser, ser junto com ela e andaram com as mãos atadas à existência, julgando-se livres pelo espaço cósmico do pensar. Como num sonho surreal, ela teve um insight com cores e imagens.
Como na inspiração, em que todos os elementos da imaginação e realidade se fundem para criar a supra-realidade. Ela se fundiu com ela mesma e viu que era alguém. Mas alguém em outro alguém? Sim, ela se viu naquele Ser, que ela deixou estar para analisar. E ela foi.
Nunca tinha pensado que ser era estar com --- e esteve completa quando percebeu que era, junto dele, ou Dele. Ele podia ser a manifestação do divino, ou podia ser só ele, que era divino por que era. Sentiu uma alegria pura da beleza de quem só é, de quem não é mais o que se fez de si e o que os outros fizeram dela, pureza de quem foi, e não de quem se fez.
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