
A poesia funde num vórtice
os mundos da criação
perpassando por toda a beleza
e desespero de uma paixão.
As vezes temos que arrancá-la
As vezes ela aflora nos olhos
sob forma de chuva, limpando
nossa embaçada noção de vida.
Ela não tem um porquê
e nem precisa tê-lo
é o sentir que a faz completa.
É o fluido que não a define.
é como água que se molda
ao recipiente, é um espaço vago
de ideias e amores, nos quais
nada se explica mais tudo
se completa perfeita e insanamente.
Um comentário:
Clarissa, como estou quebrando meus preconceitos, apesar da sua poesia não rimar... eu gosteeei ;D
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